quarta-feira, 12 de julho de 2017

CURSO PARA PROFESSORES NA FLONA-DF






Professores, dos anos finais e ensino médio, efetivos atuando em sala de aula e/ou readaptados ou em processo de readaptação da SEEDF. Preferencialmente professores das regionais de ensino de Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia, do entorno da Flona (Floresta Nacional de Brasilia) e da Barragem do Descoberto e ainda, escolas que recebem alunos residentes nos loteamentos contidos dentro da Flona, neste caso, CEF 08 de Taguatinga e Cemeit. Serão permitidos apenas dois professores por escola, um de cada turno.


  • OBJETIVO:


Oportunizar momentos para que haja aprofundamento acadêmico na forma de se criar um coletivo jovem de meio ambiente escolar, a Com-Vida e projeto sob os tramites da Portaria nº 108 de 26 de abril de 2016 da SEE-DF e com isso, refletir sobre a necessidade da construção da agenda 21 na escola e ao mesmo tempo fazer com que a Floresta Nacional de Brasília se torne conhecida por sua importância ecológica e visitada pelo público escolar. 

  • INSCRIÇÕES:
    • PARA PROFESSORES E COMUNIDADE POR TELEFONE.
VAGAS LIMITADAS

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Chave das Fitofisionomias do Cerrado

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO 












obs.: A IMAGEM É FOTOCÓPIA DO LIVRO: 
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 
- não existe nada nesta página de autoria minha. O blog está sendo apenas instrumento de estudos.

CAMPO LIMPO

CAMPO LIMPO

https://pt.slideshare.net/diegobolano/apres-cerrado-bioloja-presentation


Campo Limpo é um tipo de vegetação predominantemente herbáceo, com raros arbustos e ausência completa de árvores. Pode ser encontrado em diversas posições topográficas, com diferentes variações no grau de umidade, profundidade e fertilidade do solo. Entretanto, é encontrado com mais freqüência nas encostas, nas chapadas, nos olhos d’água, circundando as Veredas e na borda das Matas de Galeria. Pode ocorrer em solos com características variadas de coloração (desde amarelo claro, avermelhada, ao vermelho-escuro), textura (de arenosos a argilosa, ou muito argilosa e bem drenados) e graus variados de permeabilidade (penetração da água), tais como: Neossolos Litólicos, Cambissolos ou em Plintossolos Pétricos. Quando ocorre em áreas planas, relativamente extensas, contíguas aos rios e inundadas periodicamente, também é chamado de Campo de Várzea , Várzea ou Brejo , sendo os solos sujeitos a inundações com extensa camada de matéria orgânica mal decomposta, sobre uma cama acinzentada (gleizada), tais como: Gleissolos, Neossolos Flúvicos, Plintossolos ou Organossolos.

CAMPO LIMPO - FOTO DE HELOISA CARVALHO
ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS

O Campo Limpo, assim como o Campo Sujo, também apresenta variações dependentes de particularidades ambientais, determinadas pela umidade do solo e topografia. Na presença de um reservatório subterrâneo de água (lençol freático) profundo ocorre o Campo Limpo Seco, mas se o lençol freático é alto, há o Campo Limpo Úmido, cada qual com sua flora específica. Quando aparecem os murundus (microrrelevos), tem-se o Campo Limpo com Murundus. O Campo Limpo com Murundus é menos freqüente que o Campo Sujo com Murundus.

Diagrama do perfil (1) e da cobertura arbórea (2) de um Campo Limpo representado em uma faixa de 40 m de comprimento e 10 m de largura, onde a porção (a) mostra a vegetação em local mais seco, (b) em local mais úmido e (c) em local mal drenado com murundus.
Ilustração: Wellington Cavalcanti


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  • https://pt.slideshare.net/diegobolano/apres-cerrado-bioloja-presentation. Acesso em 05/07/2017
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_37_911200585233.html. Acesso em 05/07/2017
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

CAMPO RUPESTRE

CAMPO RUPESTRE

CAMPO RUPESTRE
https://jacquesjangoux.wordpress.com/

Campo Rupestre é um tipo de vegetação predominantemente herbáceo-arbustiva, com a presença eventual de arvoretas pouco desenvolvidas de até dois metros de altura. Abrange um complexo de vegetação que agrupa paisagens em microrrelevos com espécies típicas, ocupando trechos de afloramentos rochosos.Geralmente ocorre em altitudes superiores a 900 metros, ocasionalmente a partir de 700 metros, em áreas onde há ventos constantes e variações extremas de temperatura, com dias quentes e noites frias.

Este tipo de vegetação ocorre geralmente em solos ácidos, pobres em nutrientes ou nas frestas dos afloramentos rochosos. Na Chapada Diamantina, por exemplo, estes solos são originados da decomposição dos minerais quartzito, arenito ou itacolomito, cujo material decomposto permanece nas frestas dos afloramentos rochosos, ou pode ser carregado para locais mais baixos ou então forma depósitos de areia quando o relevo permite. Em Catolés, nesta mesma Chapada, esse tipo de vegetação restringe-se aos substratos arenosos ou pedregosos com afloramentos rochosos. Em geral, a disponibilidade de água no solo é restrita, pois as águas pluviais escoam rapidamente para os rios, devido à pouca profundidade e reduzida capacidade de retenção do solo.

A composição da flora em áreas de Campo Rupestre pode variar muito em poucos metros de distância, e a densidade das espécies depende do substrato, da profundidade e fertilidade do solo, da disponibilidade de água, da posição topográfica, etc. Nos afloramentos rochosos, por exemplo, as árvores concentram-se nas fendas das rochas, onde a densidade pode ser muito variável. Há locais em que os arbustos praticamente dominam a paisagem, enquanto em outros a flora herbácea predomina. Também são comuns agrupamentos de uma única espécie, cuja presença é condicionada, entre outros fatores, pela umidade disponível no solo. Algumas espécies podem crescer diretamente sobre as rochas (rupícolas), sem que haja solo, como ocorre com algumas Aráceas e Orquidáceas.

Pela dependência das condições restritivas do solo e do clima peculiar, a flora é típica, contendo muitos endemismos (espécies com ocorrência restrita a determinados locais) e plantas raras. Entre as espécies comuns há inúmeras características xeromórficas (presença de estruturas que diminuem a perda de água), tais como folhas pequenas, espessadas e com textura de couro (coriáceas), além de folhas com disposição opostas cruzadas, determinando uma coluna quadrangular escamosa.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Campo Rupestre representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura. (Notar a vegetação nascendo entre as rochas).
Ilustração: Wellington Cavalcante
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_39_911200585233.html. Acesso em 04/07/2017.
  • https://jacquesjangoux.wordpress.com/. Acesso em: 04/07/2017.
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

CAMPO SUJO

CAMPO SUJO


Fotografia demonstrativa do tipo de vegetação campestre Campo Sujo .

Foto: José Felipe Ribeiro








http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Campo Sujo representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura, onde a porção (a) mostra a vegetação em local seco, (b) em local úmido e (c) em local mal drenado com murundus.
Ilustração: Wellington Cavalcanti
Campo Sujo é um tipo fisionômico exclusivamente arbustivo-herbáceo, com arbustos e subarbustos esparsos cujas plantas são menos desenvolvidas que as árvores do Cerrado sentido restrito.

Este tipo de vegetação é encontrado em solos rasos, eventualmente com pequenos afloramentos rochosos de pouca extensão (sem caracterizar um Campo Rupestre ), ou ainda em solos profundos e de baixa fertilidade (álicos ou distróficos).

Em função de particularidades ambientais, o Campo Sujo pode apresentar três subtipos fisionômicos distintos. Na presença de um reservatório subterrâneo de água (lençol freático) profundo, ocorre o Campo Sujo Seco. Se o lençol freático é alto, próximo da superfície do solo, há o Campo Sujo Úmido. Quando na área ocorrem microrrelevos mais elevados (murundus), tem-se o Campo Sujo com Murundus.

A composição da flora e a importância das populações das espécies nos três subtipos de Campo Sujo pode diferir se o solo for bem drenado (Campo Sujo Seco) ou mal drenado (Campo Sujo Úmido ou com Murundus). 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_49_911200585233.html. Acesso em : 30/06/2017.
  • http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm. Acesso em 30/06/2017.
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 

CERRADO SENTIDO RESTRITO

CERRADO SENTIDO RESTRITO


http://escolaeducacao.com.br/cerrado/
cerrado sentido restrito

Cerrado sentido restrito caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e retorcidas, e geralmente com evidências de queimadas. Os arbustos e subarbustos encontram-se espalhados, com algumas espécies apresentando órgãos subterrâneos perenes (xilopódios), que permitem a rebrota após queima ou corte. Na época chuvosa as camadas subarbustiva e herbácea tornam-se exuberantes, devido ao seu rápido crescimento.

Os troncos das plantas lenhosas em geral possuem cascas com cortiça espessa, fendida ou sulcada, e as gemas apicais (responsáveis pelo crescimento dos vegetais) de muitas espécies são protegidas por densa quantidade de pelos. As folhas em geral são rígidas e com consistência de couro. Esses caracteres indicam adaptação a condições de seca (xeromorfismo). Todavia é bem relatado na literatura que as árvores não sofrem restrição de água durante a estação seca, pelo menos aquelas espécies que possuem raízes profundas.

Subdivisões

Devido à complexidade dos fatores condicionantes (clima, fertilidade do solo, quantidade de chuvas, etc.) originam-se subdivisões fisionômicas do Cerrado sentido restrito, sendo as principais o Cerrado Denso, o Cerrado Típico, o Cerrado Ralo e o Cerrado Rupestre. As três primeiras refletem variações na forma dos agrupamentos e no espaçamento entre as árvores. A gradação da densidade das árvores é decrescente do Cerrado Denso ao Cerrado Ralo. A composição da flora inclui as espécies listadas acima. Já o Cerrado Rupestre diferencia-se dos demais subtipos por ocorrer, preferencialmente, em solos rasos com a presença de afloramentos de rocha, e por apresentar algumas espécies indicadoras, adaptadas a esse ambiente.

Cerrado Denso


Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Cerrado Denso representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.
Ilustração: Wellington Cavalcanti
É um subtipo de vegetação predominantemente arbóreo, com cobertura de 50% a 70% e altura média de cinco a oito metros. Representa a forma mais densa e alta de Cerrado sentido restrito. As camadas de vegetação de arbustos e ervas são menos adensados, provavelmente devido ao sombreamento resultante da maior cobertura das árvores. Ocorre principalmente nos solos dos tipos Latossolos Vermelho (solos com textura média a muito argilosa e drenagem variando entre muito e acentuada), Latossolos Vermelho-Amarelo (difere do anterior por poder apresentar grau de drenagem moderada e até imperfeita) e Cambissolos (solos de coloração amarelo-escuro na superfície e vermelho-amarelado na camada inferior do solo, com textura que pode variar de muito argilosa a praticamente arenosa), dentre outros.

Cerrado Típico

É um subtipo de vegetação predominantemente arbóreo-arbustivo, com cobertura arbórea de 20% a 50% e altura média de três a seis metros. Trata-se de uma forma comum e intermediária entre o Cerrado Denso e o Cerrado Ralo. O Cerrado Típico pode ocorrer em solos com características variadas de coloração (desde amarelo claro, avermelhada, ao vermelho-escuro), textura (de arenosos a argilosa, ou muito argilosa e bem drenados) e graus variados de permeabilidade (penetração da água), tais como: Latossolo Vermelho, Latossolo Vermelho-Amarelo, Cambissolos, Neossolos Quartzarênicos, Neossolos Litólicos e Plintossolos Pétricos, dentre outros.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Cerrado Típico representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.
Ilustração: Wellington Cavalcanti

Cerrado Ralo

É um subtipo de vegetação constituída de árvores e arbustos (arbóreo-arbustiva), com cobertura arbórea de 5% a 20% e altura média de dois a três metros. Representa a forma mais baixa e menos densa de Cerrado sentido restrito. A camada de arbustos e ervas é a mais destacada se comparada aos subtipos anteriores, especialmente pela cobertura graminosa. Ocorre principalmente em solos com características variadas de coloração (desde amarelo claro, avermelhada, ao vermelho-escuro), textura (de arenosos a argilosa, ou muito argilosa e bem drenados) e graus variados de permeabilidade (penetração da água), tais como: Latossolo Vermelho Amarelo, Cambissolos, Neossolos Quartzarênicos, Plintossolos Pétricos, Gleissolos e Neossolos Litólicos.


Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Cerrado Ralo representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.
Ilustração: Wellington Cavalcanti

Cerrado Rupestre

O Cerrado Rupestre é um subtipo de vegetação arbóreo-arbustiva que ocorre em ambientes rupestres (rochosos). Possui cobertura arbórea variável de 5% a 20%, com altura média de dois a quatro metros, e camada arbustivo-herbácea destacada. Pode ocorrer em trechos contínuos, mas geralmente aparece em mosaicos, incluído em outros tipos de vegetação. Embora possua estrutura semelhante ao Cerrado Ralo e até ao Típico, seu substrato comporta uma vegetação sobre pouco solo entre afloramentos de rocha. Os solos desta paisagem são originados da decomposição de arenitos e quartzitos, pobres em nutrientes, ácidos e com baixos teores de matéria orgânica (Neossolos Litólicos).

No Cerrado Rupestre as árvores concentram-se nas fendas entre as rochas, e a densidade arbórea é variável e dependente do volume de solo. Há casos em que as árvores podem dominar a paisagem, enquanto em outros a flora arbustivo-herbácea predomina, embora as árvores continuem presentes.
A flora do Cerrado Rupestre compartilha um conjunto de espécies características com o Campo Rupestre, destacando-se na camada subarbustivo-herbácea algumas espécies das famílias Asteraceae (margaridas), Bromeliaceae (bromélias), Cactaceae (cactos), Eriocaulaceae (pepalantos), Melastomataceae (quaresmeiras), Myrtaceae (araçás), Rubiaceae (douradinhas), Velloziaceae (canelas-de-ema), dentre outras. Na camada arbóreo-arbustiva são comuns as espécies Chamaecrista orbiculata (moeda), Lychnophora ericoides (arnica), Norantea spp., Schefflera vinosa (mandiocão), Sipolisia lanuginosa (veludo), Wunderlichia crulsiana e W. mirabilis (flor-de-pau). Também são freqüentes nessa formação vegetal algumas espécies já mencionadas como Davilla ellipticaKielmeyera rubrifloraMiconia albicansPouteria ramiflora eQualea parviflora, além de Ferdinandusa elliptica (maria-mole), Terminalia fagifolia (capitão) e Vochysia petraea.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Cerrado Rupestre representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.
Ilustração: Wellington Cavalcanti

https://ninanocerrado.wordpress.com/bioma-cerrado/

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_41_911200585233.html. Acesso em 30/06/2017.
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_59_911200585234.html. Acesso em 30/06/2017.
  • https://ninanocerrado.wordpress.com/bioma-cerrado/. Acesso em 30/06/2017.
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_40_911200585233.html. Acesso em 30/06/2017.
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_22_911200585232.html. Acesso em 30/06/2017.
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_52_911200585234.html. Acesso em: 29/06/2017.
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 
  • http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm . Acessoe em: 30/06/2017.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

PARQUE DE CERRADO

PARQUE DE CERRADO

http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm
Parque de Cerrado


Parque de Cerrado é uma formação savânica caracterizada pela presença de árvores agrupadas em pequenas elevações do terreno, algumas vezes imperceptíveis e outras com muito destaque, que são conhecidas como murundus ou monchões . As árvores, nos locais onde se concentram, possuem altura média de três a seis metros. Considerando um trecho com os agrupamentos arbóreos e as depressões ou planos campestres entre eles, forma-se uma cobertura arbórea de 5% a 20%. Considerando somente os agrupamentos arbóreos a cobertura sobe para 50% a 70% e cai praticamente para 0% nas depressões. Os solos são Gleissolos (solos argilosos) e melhor drenados nos murundus do que nas depressões adjacentes.

Os murundus são elevações convexas características, que variam em média de 0,1 a 1,5 metros de altura e 0,2 a mais de 20 metros de diâmetro. A origem desses microrrelevos é bastante controvertida e as hipóteses mais debatidas apontam-os como cupinzeiros ativos ou inativos ou resultantes de erosão diferencial.

http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm
Parque de Cerrado

A flora que ocorre nos murundus é similar à que ocorre no Cerrado sentido restrito, porém com espécies que provavelmente apresentam maior tolerância à saturação hídrica do perfil do solo, considerando que apenas uma parte do volume de terra do murundu permanece livre de possíveis inundações, ou da constante má drenagem nas depressões. Entre as espécies arbóreas mais freqüentes pode-se citar: Alibertia edulis (marmelo), Andira cuyabensis (angelim), Caryocar brasiliense (pequi), Curatella americanaDipteryx alata (baru), Eriotheca gracilipes (embiruçu), Maprounea guianensisQualea grandiflora (pau-terra) e Q. parviflora. Das arbustivo-herbáceas citam-se os gêneros AllagopteraAnnonaBromelia e Vernonia (sensu lato). Nas depressões predomina a flora herbácea, com gramíneas e ciperáceas, cujos elementos são similares aos que ocorrem nos campos úmidos.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Parque de Cerrado representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.
Ilustração: Wellington Cavalcanti
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_19_911200585232.html. Acesso em: 28/06/2017
  • http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm. Acesso em: 28/06/2017

domingo, 25 de junho de 2017

FORMAÇÕES SAVÂNICAS

SAVANAS

Chapada dos Veadeiros - Formação Savânica
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/savana.htm
As formações savânicas do Cerrado englobam quatro tipos de vegetação principais: o Cerrado sentido restrito, o Parque de Cerrado, o Palmeiral e a Vereda. O Cerrado sentido restrito caracteriza-se pela presença das camadas de árvore e de arbustos e ervas ambas definidas, com as árvores distribuídas aleatoriamente sobre o terreno em diferentes densidades, sem que se forme uma cobertura contínua. De acordo com a densidade de árvores e arbustos, ou com o ambiente em que se encontra, o Cerrado sentido restrito apresenta quatro subtipos: Cerrado DensoCerrado TípicoCerrado Ralo e Cerrado Rupestre. No Parque de Cerrado a ocorrência de árvores é concentrada em locais específicos do terreno. No Palmeiral, que pode ocorrer tanto em áreas bem drenadas quanto em áreas mal drenadas, há a presença marcante de determinada espécie de palmeira arbórea, e as árvores de outras espécies (dicotiledôneas) não têm destaque. O Palmeiral possui quatro subtipos principais, determinados pela espécie dominante: BabaçualBuritizalGuerobal e Macaubal. A Vereda também se caracteriza pela presença de uma única espécie de palmeira, o buriti, mas esta ocorre em menor densidade que em um Palmeiral. Além disso, a Vereda é circundada por uma camada característica de arbustos e ervas.

http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/fotos-mapas-de-biomas-e-vegetacao.html

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998
  • http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/fotos-mapas-de-biomas-e-vegetacao.html. Acesso em 25/006/2017.
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_46_911200585233.html. Acessp em 25/06/2017.
  • http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/savana.htm. Acesso em 25/06/2017.
  • CERRADÃO

    CERRADÃO

    Trilha em área de cerradão no
    Parque Estadual Matas do SegredoCampo Grande, MS.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrad%C3%A3o
    Cerradão é a uma formação florestal do bioma Cerrado com características esclerofilas (grande ocorrência de órgãos vegetais rijos, principalmente folhas) e xeromórficas (com características como folhas reduzidas, suculência, pilosidade densa ou com cutícula grossa que permitem conservar água e, portanto, suportar condições de seca). Caracteriza-se pela presença preferencial de espécies que ocorrem no Cerrado sentido restrito e também por espécies de florestas, particularmente as da Mata Seca Semidecídua e da Mata de Galeria não-Inundável. Do ponto de vista fisionômico é uma floresta, mas floristicamente se assemelha mais ao Cerrado sentido restrito.

    Aspecto do interior da vegetação 
    no Parque Estadual Matas do Segredo.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrad%C3%A3o

    O Cerradão apresenta dossel contínuo e cobertura arbórea que pode oscilar de 50 a 90%, sendo maior na estação chuvosa e menor na seca. A altura média da camada de árvores varia de 8 a 15 metros, proporcionando condições de luminosidade que favorecem a formação de camadas de arbustivas e herbáceas diferenciadas. Embora possa manter um volume constante de folhas nas árvores (padrão denominado perenifólio) o padrão geral é de perda parcial desse volume (ou semidecíduo), sendo que muitas espécies comuns ao Cerrado sentido restrito como Caryocar brasiliense (pequi), Kielmeyera coriacea (pau-santo) e Qualea grandiflora (pau-terra), ou comuns às Matas Secas, como Dilodendron bippinatum e Physocallimma scaberrimum (sega-machado), apresentam queda das folhas em determinados períodos na estação seca. Estes períodos nem sempre são coincidentes com aqueles das populações do Cerrado ou da Mata. A presença de espécies epífitas é reduzida, restringindo-se a algumas bromélias (Billbergia e Tillandsia) e plantas como o cactos conhecido comumente como saborosa (Epiphyllum phyllanthus).

    Em sua maioria, os solos de Cerradão são profundos, bem drenados, de média e baixa fertilidade, ligeiramente ácidos, pertencentes às classes Latossolo Vermelho ou Latossolo Vermelho Amarelo. Também pode ocorrer em proporção menor Cambissolo Distrófico. O teor de matéria orgânica nos horizontes superficiais é médio e recebe um incremento anual de resíduos orgânicos provenientes da deposição de folhas durante a estação seca.

    De acordo com a fertilidade do solo o Cerradão pode ser classificado como Cerradão Distrófico (solos pobres) ou Cerradão Mesotrófico (solos mais ricos, ainda que de fertilidade médiana), cada qual possuindo espécies características adaptadas a esses ambientes.

    Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Cerradão representando 
    uma faixa de 80 m de comprimento por 10 m de largura.

    Ilustração: Wellington Cavalcanti

    • Espécies arbóreas mais freqüentes no Cerradão DistróficoCaryocar brasiliense (pequi), Copaifera langsdorffii (copaíba), Emmotum nitens (sobre, carvalho), Hirtella glandulosa (oiti), Lafoensia pacari (pacari), Siphoneugena densiflora (maria-preta), Vochysia haenkeana (escorrega-macaco) e Xylopia aromatica (pindaíba, pimenta-de-macaco). Alguns autores também mencionam como espécies normalmente encontradas nas áreas distróficas: Agonandra brasiliensis (pau-marfim), Bowdichia virgilioides (sucupira-preta), Dalbergia miscolobium (jacarandá-do-cerrado), Dimorphandra mollis (faveiro), Kielmeyera coriacea (pau-santo), Machaerium opacum (jacarandá-muchiba), Plathymenia reticulata (vinhático), Pterodon emarginatusP. pubescens (sucupira-branca), Qualea grandiflora (pau-terra-grande) e Sclerolobium paniculatum (carvoeiro).

    • Espécies arbóreas mais freqüentes no Cerradão MesotróficoCallisthene fasciculata (jacaré-da-folha-grande), Dilodendron bippinatum (maria-pobre), Guazuma ulmifolia (mutamba), Helicteres brevispira (saca-rolha), Luehea candicansL. paniculata (açoita-cavalo), Magonia pubescens (tinguí) e Platypodium elegans (canzileiro). Em áreas mesotróficas alguns autores ainda incluem Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), Dipteryx alata (baru), Physocallimma scaberrimum (cega-machado), Pseudobombax tomentosum (imbiruçu) e Terminalia argentea (capitão-do-campo).
    Como arbustos mais freqüentes são citados na literatura, entre outras, as espécies Alibertia edulis (marmelada-de-cachorro), A. sessilisBrosimum gaudichaudii (mama-cadela), Bauhinia brevipes (= B. bongardii; unha-de-vaca), Casearia sylvestris (guaçatonga), Copaifera oblongifolia (pau-d’olinho), Duguetia furfuracea (pinha-do-campo), Miconia albicans (quaresma-branca, folha-branca), M. macrothyrsa, e Rudgea viburnoides (bugre). Alguns autores indicaram também Psychotria hoffmanseggiana, além das gramíneas Aristida longifoliaEchinolaena inflexa (capim-flexinha) e a exótica Melinis minutiflora (capim-gordura). Do estrato herbáceo, foram indicadas como freqüentes, para a região da Chapada dos Veadeiros (GO), gramíneas dos gêneros AristidaAxonopusPaspalum e Trachypogon.

    Todas as espécies mencionadas podem ser encontradas em outras formações florestais ou savânicas. Em estudo de 1994, que teve como base a vegetação da Chapada Pratinha, a pesquisadora Felfili e sua equipe do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília, não encontraram espécies exclusivas de Cerradão, quer no estrato arbóreo, quer no estrato arbustivo.

    ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS
    FOTO DE LUÍS CARVALHO - TRILHA DE PROFESSORES
    COM O PROJETO CERRADO COM VIDA
    - CERRADÃO -


    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    • https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrad%C3%A3o. Acesso em 25/06/2017
    • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_58_911200585234.html. Acesso em 2506/2017
    • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998



    sábado, 24 de junho de 2017

    VEREDA

    VEREDAS

    VEREDA

    VEREDA -  ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS
    Vereda é um tipo de vegetação com a palmeira arbórea Mauritia flexuosa (buriti) emergente, em meio a agrupamentos mais ou menos densos de espécies arbustivo-herbáceas. As Veredas são circundadas por campos típicos, geralmente úmidos, e os buritis não formam dossel (cobertura contínua formada pela copa das árvores) como ocorre no Buritizal. A literatura indica três zonas ligadas à topografia e à drenagem do solo: ‘borda’ (local de solo mais seco, em trecho campestre onde podem ocorrer arvoretas isoladas); ‘meio’ (solo medianamente úmido, tipicamente campestre); e ‘fundo’ (solo saturado com água, brejoso, onde ocorrem os buritis, muitos arbustos e arvoretas adensadas). Estas zonas têm flora diferenciada. As duas primeiras zonas correspondem à faixa tipicamente campestre e o ‘fundo’ corresponde ao bosque sempre-verde, caracterizado assim pela literatura. Em conjunto essas zonas definem uma savana.

    Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de uma Vereda representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura.

    Ilustração: Wellington Cavalcanti


    Na Vereda os buritis adultos possuem altura média de 12 a 15 metros e a cobertura varia de 5% a 10%. Assim como no ‘Parque de Cerrado’, esta cobertura refere-se a um trecho com as três zonas da Vereda. Se consideradas somente a ‘borda’ e o ‘meio’, a cobertura arbórea pode ser próxima de 0%. Se considerado o ‘fundo’, a cobertura sobe para porcentagens acima de 50% em alguns trechos, com uma vegetação densa de arbustos e arvoretas, efetivamente impenetrável em muitos locais.

    As Veredas ocorrem em solos argilosos e mal drenados, com alto índice de saturação durante a maior parte do ano. Geralmente ocupam os vales pouco íngremes ou áreas planas, acompanhando linhas de drenagem mal definidas, quase sempre sem murundus (microrrelevo, em forma de montículo, típico de algumas formações vegetais do Cerrado). Também são comuns numa posição intermediária do terreno, próximas às nascentes (olhos d’água), ou nas bordas das cabeceiras de Matas de Galeria.
    A ocorrência da Vereda condiciona-se ao afloramento do reservatório subterrâneo de água (lençol freático), decorrente de camadas de permeabilidade diferentes em áreas de deposição de sedimentos do período Cretáceo (período geológico que se estendeu entre 141 milhões e 65 milhões de anos antes do período presente) e Triássico (período que está compreendido entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás, aproximadamente). As veredas exercem papel fundamental na distribuição dos rios e seus afluentes, na manutenção da fauna do Cerrado, funcionando como local de pouso para a fauna de aves, atuando como refúgio, abrigo, fonte de alimento e local de reprodução para a fauna terrestre e aquática. Apesar desta importância, as Veredas têm sido progressivamente pressionadas em várias localidades do bioma Cerrado, devido às ações agrícolas e pastoris. Além disso, têm sido descaracterizadas pela construção de pequenas barragens e açudes, por estradas, pela agricultura, pela pecuária e até mesmo por queimadas excessivas. O simples pisoteio do gado pode causar processos erosivos e compactação do solo, que afetam a taxa de infiltração de água que vai alimentar os reservatórios subterrâneos.

    Quanto a flora, as famílias encontradas com muita freqüência nas áreas campestres da Vereda são Poaceae (Gramineae), destacando-se os gêneros AndropogonAxonopusAristidaPanicumPaspalumSchizachyrium e Trachypogon; Asteraceae (BaccharisEupatorium e Vernonia – sensu lato); Cyperaceae (BulbostylisCyperus e Rhynchospora); Melastomataceae (MiconiaMicrolicia e Tibouchina); Fabaceae (Desmodium e Stylosanthes); e Eriocaulaceae (EriocaulonPaepalanthus e Syngonanthus). Além desses táxons também são ricos os gêneros ChamaecristaEchinodorusHabenariaHyptisLudwigiaLycopodiellaMimosaPolygalaUtricularia e Xyris.
    O ambiente propício para o estabelecimento dos buritis é o fundo da Vereda. Nesta zona, são mais freqüentes as seguintes espécies: Calophyllum brasiliense (landim), Cecropia pachystachya (embaúba), Euplassa inaequalis (fruta-de-morcego), Guarea macrophylla (marinheiro), Hedyosmum brasiliense (chá-de-soldado), Ilex affinis (congonha), Leandra spp., Miconia theaezans (quaresma) e Myrsine spp. Em estádios mais avançados de formação de Mata, podem ser encontradas árvores como Richeria grandis (jaca-brava), Symplocos nitens (congonha), Talauma ovata (pinha-do-brejo), Unonopsis lindmanii (embira-preta) e Virola sebifera (virola), dentre outras espécies que caracterizam a Mata de Galeria Inundável.


    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

    • http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm. Acessoe em 24/06/2017
    • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_65_911200585234.html. Acesso em 24/06/2017
    • http://www.amigosdasflorestas.org.br/2014/08/cerrado-uma-janela-para-o-planeta.html. Acesso em 24/06/2017
    • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998


    PALMEIRAL

    PALMEIRAL

    Palmeiral
    http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm

    A formação savânica caracterizada pela presença marcante de uma única espécie de palmeira arbórea é denominada Palmeiral. Neste tipo de formação vegetal praticamente não há destaque das árvores dicotiledôneas (plantas que ao germinar têm duas pequenas folhas, cotilédones; como o feijão), embora essas possam ocorrer com freqüência baixa.
    No bioma Cerrado podem ser encontrados pelo menos quatro subtipos mais comuns de palmeirais, que variam em estrutura de acordo com a espécie dominante. Pelo domínio de determinada palmeira, o trecho de vegetação pode ser designado pelo nome comum da espécie. Em geral os Palmeirais do Cerrado são encontrados em terrenos bem drenados, onde pode haver a formação de galerias acompanhando as linhas de drenagem, em uma típica estrutura de floresta (Eiten 1983, 1994).

     Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de três palmeirais representando faixas com cerca de 26 m de comprimento por 10m de largura cada. O trecho do lado esquerdo (A) mostra um Palmeiral onde predomina a gueroba (ou guariroba), o trecho central (B) onde predomina o babaçu e o trecho da direita (C) onde predomina o buriti.

    Ilustração: Wellington Cavalcanti


    Palmeirais em solos bem drenados geralmente são encontrados nos níveis de relevos que separam os fundos dos vales (interflúvios), e a espécie dominante pertence aos gêneros AcrocomiaAttalea Syagrus. Na região nuclear do Cerrado (área contínua de ocorrência do bioma, ou área core) ocorrem em áreas localizadas, embora localmente possam ocupar trechos consideráveis do terreno. Quando o dossel (cobertura florestal formada pela copa das árvores) é tipicamente descontínuo ou quando não há formação de dossel, os palmeirais comumente são formados pelas espécies Acrocomia aculeata, a macaúba, que caracteriza o Macaubal; e Syagrus oleracea, a gueroba ou guariroba, que caracteriza o Guerobal. Se a espécie dominante for Attalea speciosa, o babaçu, fica caracterizado o Babaçual, que pode formar um dossel mais contínuo que nos casos anteriores.
    A presença do babaçu parece associar-se fortemente a áreas perturbadas pelo homem (ditas antropizadas), onde coloniza agressivamente antigas formações florestais desmatadas. A espécie resiste a fogo moderado, que faz sucumbir outras espécies arbóreas. No Centro-Oeste o babaçu não chega a ocupar grandes áreas, como se verifica em largos trechos do Maranhão, embora sua presença seja marcante onde ocorre.
    O Babaçual caracteriza-se por altura média de 8 a 15 metros e uma cobertura variável de 30% a 60%. Apesar de ser típico dos interflúvios, também pode ocupar faixas ao longo dos rios de maior porte da região, chegando a compor a vegetação ciliar (tipo de vegetação associada às margens de rios, córregos e solos saturados, que não forma uma galeria). Entretanto isto ocorre apenas nos trechos onde o solo é bem drenado, e não sujeito a inundações periódicas.
    O Buritizal é um tipo de vegetação onde há formação de dossel descontínuo e sem uma vegetação arbustivo-herbácea associada. O dossel do Buritizal possui altura variável de 12 a 20 metros e forma uma cobertura quase homogênea ao longo do ano, variável de 40% a 70%. Muitas vezes o Buritizal tem sido referido como Vereda, uma formação vegetal em que há, necessariamente, uma camada arbustivo-herbácea acompanhando o buriti, sem a formação de uma cobertura contínua (dossel) e sem um trecho de campo associado.
    Como referido antes, em sentido puramente fisionômico alguns trechos com Buritizal devem ser considerados formações florestais, o que também vale para determinados trechos com outras espécies de palmeiras arbóreas. Para que os Palmeirais sejam considerados formações florestais é necessário que haja uma cobertura de 60% a 80%, formando dossel contínuo. Eventualmente o Buritizal forma galerias, mas não pode ser confundido com uma Mata de Galeria Inundável, pois a Mata é composta de inúmeras espécies, sem a dominância marcante do buriti.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

    • http://cmbbc.cpac.embrapa.br/vegetacao.htm. Acessoe em 24/06/2017
    • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_51_911200585234.html. Acesso em 24/06/2017
    • http://www.amigosdasflorestas.org.br/2014/08/cerrado-uma-janela-para-o-planeta.html. Acesso em 24/06/2017
    • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998.