quarta-feira, 12 de julho de 2017

CURSO PARA PROFESSORES NA FLONA-DF




Professores, dos anos finais e ensino médio, efetivos atuando em sala de aula e/ou readaptados ou em processo de readaptação da SEEDF. Preferencialmente professores das regionais de ensino de Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia, do entorno da Flona (Floresta Nacional de Brasilia) e da Barragem do Descoberto e ainda, escolas que recebem alunos residentes nos loteamentos contidos dentro da Flona, neste caso, CEF 08 de Taguatinga e Cemeit. Serão permitidos apenas dois professores por escola, um de cada turno.


  • OBJETIVO:


Oportunizar momentos para que haja aprofundamento acadêmico na forma de se criar um coletivo jovem de meio ambiente escolar, a Com-Vida e projeto sob os tramites da Portaria nº 108 de 26 de abril de 2016 da SEE-DF e com isso, refletir sobre a necessidade da construção da agenda 21 na escola e ao mesmo tempo fazer com que a Floresta Nacional de Brasília se torne conhecida por sua importância ecológica e visitada pelo público escolar. 

  • INSCRIÇÕES:
    • PARA PROFESSORES DA SEE-DF(TAGUATINGA, CEILÂNDIA E BRAZLÂNDIA): EAPE
    • PARA PROFESSORES DA REDE PARTICULAR - TELEFONE.
VAGAS LIMITADAS

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Chave das Fitofisionomias do Cerrado

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO 












obs.: A IMAGEM É FOTOCÓPIA DO LIVRO: 
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 
- não existe nada nesta página de autoria minha. O blog está sendo apenas instrumento de estudos.

CAMPO LIMPO

CAMPO LIMPO

https://pt.slideshare.net/diegobolano/apres-cerrado-bioloja-presentation


Campo Limpo é um tipo de vegetação predominantemente herbáceo, com raros arbustos e ausência completa de árvores. Pode ser encontrado em diversas posições topográficas, com diferentes variações no grau de umidade, profundidade e fertilidade do solo. Entretanto, é encontrado com mais freqüência nas encostas, nas chapadas, nos olhos d’água, circundando as Veredas e na borda das Matas de Galeria. Pode ocorrer em solos com características variadas de coloração (desde amarelo claro, avermelhada, ao vermelho-escuro), textura (de arenosos a argilosa, ou muito argilosa e bem drenados) e graus variados de permeabilidade (penetração da água), tais como: Neossolos Litólicos, Cambissolos ou em Plintossolos Pétricos. Quando ocorre em áreas planas, relativamente extensas, contíguas aos rios e inundadas periodicamente, também é chamado de Campo de Várzea , Várzea ou Brejo , sendo os solos sujeitos a inundações com extensa camada de matéria orgânica mal decomposta, sobre uma cama acinzentada (gleizada), tais como: Gleissolos, Neossolos Flúvicos, Plintossolos ou Organossolos.

CAMPO LIMPO - FOTO DE HELOISA CARVALHO
ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS

O Campo Limpo, assim como o Campo Sujo, também apresenta variações dependentes de particularidades ambientais, determinadas pela umidade do solo e topografia. Na presença de um reservatório subterrâneo de água (lençol freático) profundo ocorre o Campo Limpo Seco, mas se o lençol freático é alto, há o Campo Limpo Úmido, cada qual com sua flora específica. Quando aparecem os murundus (microrrelevos), tem-se o Campo Limpo com Murundus. O Campo Limpo com Murundus é menos freqüente que o Campo Sujo com Murundus.

Diagrama do perfil (1) e da cobertura arbórea (2) de um Campo Limpo representado em uma faixa de 40 m de comprimento e 10 m de largura, onde a porção (a) mostra a vegetação em local mais seco, (b) em local mais úmido e (c) em local mal drenado com murundus.
Ilustração: Wellington Cavalcanti


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  • https://pt.slideshare.net/diegobolano/apres-cerrado-bioloja-presentation. Acesso em 05/07/2017
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_37_911200585233.html. Acesso em 05/07/2017
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

CAMPO RUPESTRE

CAMPO RUPESTRE

CAMPO RUPESTRE
https://jacquesjangoux.wordpress.com/

Campo Rupestre é um tipo de vegetação predominantemente herbáceo-arbustiva, com a presença eventual de arvoretas pouco desenvolvidas de até dois metros de altura. Abrange um complexo de vegetação que agrupa paisagens em microrrelevos com espécies típicas, ocupando trechos de afloramentos rochosos.Geralmente ocorre em altitudes superiores a 900 metros, ocasionalmente a partir de 700 metros, em áreas onde há ventos constantes e variações extremas de temperatura, com dias quentes e noites frias.

Este tipo de vegetação ocorre geralmente em solos ácidos, pobres em nutrientes ou nas frestas dos afloramentos rochosos. Na Chapada Diamantina, por exemplo, estes solos são originados da decomposição dos minerais quartzito, arenito ou itacolomito, cujo material decomposto permanece nas frestas dos afloramentos rochosos, ou pode ser carregado para locais mais baixos ou então forma depósitos de areia quando o relevo permite. Em Catolés, nesta mesma Chapada, esse tipo de vegetação restringe-se aos substratos arenosos ou pedregosos com afloramentos rochosos. Em geral, a disponibilidade de água no solo é restrita, pois as águas pluviais escoam rapidamente para os rios, devido à pouca profundidade e reduzida capacidade de retenção do solo.

A composição da flora em áreas de Campo Rupestre pode variar muito em poucos metros de distância, e a densidade das espécies depende do substrato, da profundidade e fertilidade do solo, da disponibilidade de água, da posição topográfica, etc. Nos afloramentos rochosos, por exemplo, as árvores concentram-se nas fendas das rochas, onde a densidade pode ser muito variável. Há locais em que os arbustos praticamente dominam a paisagem, enquanto em outros a flora herbácea predomina. Também são comuns agrupamentos de uma única espécie, cuja presença é condicionada, entre outros fatores, pela umidade disponível no solo. Algumas espécies podem crescer diretamente sobre as rochas (rupícolas), sem que haja solo, como ocorre com algumas Aráceas e Orquidáceas.

Pela dependência das condições restritivas do solo e do clima peculiar, a flora é típica, contendo muitos endemismos (espécies com ocorrência restrita a determinados locais) e plantas raras. Entre as espécies comuns há inúmeras características xeromórficas (presença de estruturas que diminuem a perda de água), tais como folhas pequenas, espessadas e com textura de couro (coriáceas), além de folhas com disposição opostas cruzadas, determinando uma coluna quadrangular escamosa.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de um Campo Rupestre representando uma faixa de 40 m de comprimento por 10 m de largura. (Notar a vegetação nascendo entre as rochas).
Ilustração: Wellington Cavalcante
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
  • http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_39_911200585233.html. Acesso em 04/07/2017.
  • https://jacquesjangoux.wordpress.com/. Acesso em: 04/07/2017.
  • SANO, S.M.;ALMEIDA, S.P..Cerrado: ambiente e flora.Planaltina: Embrapa, 1998.